Mostrar mensagens com a etiqueta Momentos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Momentos. Mostrar todas as mensagens

Aquele momento

Em que ficas sem luz e pensas Okay, está tudo bem, nosso senhor é bom e o pc está carregado, mas depois lembras-te Okay, nosso senhor não é bom, estou sem wireless.

Dos planos futuros

Eu e o Biscoito andamos a ver casas para nos juntarmos e começarmos o próximo ano cheio de carinho, isto esperando que sejamos colocados em trabalhos próximos, por favor fazendo figas. Já encontrámos umas pérolas de quatro paredes mas não tem sido fácil, a combinação entre sítio calmo, bons acessos, casa em condições jeitosas e relativamente equipada, mas não um preço exagerado, que a vida de salário ainda agora começou. Depois os essenciais, Temos de arranjar uma televisão para as nossas tardes de cinema, Primeiro temos é de arranjar cama! Colchão, isso é que é importante e tem de ser um bom, senão vamos passar mal, Sabes o que te digo, outlets! Nestes pequenos salpicos começamos a esboçar o nosso caminho de mãos dadas, e sabe tão tão bem como abraços apertados e uma mão de pirilampos. E amor, sobretudo amor.

Aquele momento

...em que pegas numa folha de papel quentinha acabada de sair da fotocopiadora. Ahhh.

Dos acordares

Quando acordo e vejo os rectângulos de luz das persianas tatuados na parede do quarto, lembro-me sempre dos meus cinco anos e das noites passadas no sofá dos meus avós. A ideia do escuro absoluto deixava-me inquieta, e saber que a manhã ia chegar naqueles sóis de quatro arestas era o suficiente para me confortar como um abraço bem quente. E ainda hoje o faz.

Das passagens de ano

Os últimos minutos de dois mil e catorze presentearam-me com um ataque de nervos perante a possibilidade de passar a meia noite enfiada num metro atulhado de pessoas armadas de vuvuzelas e cordas vocais embriagadas, uma queda digna de super mulher prestes salvar o mundo e um passe desfeito. Os primeiros minutos de dois mil e quinze, esses passei-os a correr de sapatos na mão em ruas de calçada, de braços dados aos dois corações culpados pelas alegrias e sorrisos do meu dois mil e catorze, com beijos de chocolate e amo-tes polvilhados de fogo de artificio. Um final trágico para um início perfeito, e porra, como foi especial.

Dos regressos às aulas

Nunca pensei que chegasse o dia em que andaria a saltar de loja em loja a perguntar Têm insectos embalsamados? A sério, o esforço homérico que fiz para não me escaparem risos entre dentes. São estas as coisas que pedem à Rita para levar para as aulas de desenho.

Aquele momento ridiculo

Em que tento ter uma conversa numa língua e insistem em responder-me noutra.

Aquele momento

Em que andas à procura de uma entrada do metro e acabas por chegar ao destino a pé.

Dos passeios ao fim da tarde

I think I'm falling for you.

Das pérolas da infância

Hoje no autocarro ia uma miúda de cinco ou seis anos que dizia à mãe que quando fosse grande queria ser como ela. Corações aos potes.

Aquele momento

....em que te apetece fazer tudo menos o que tens para fazer.

Das amizades

Tinha eu meia dúzia de anos e uma mão cheia de sonhos quando perdi a minha primeira grande amiga, andávamos juntas no jardim de infância. Um dia os pais compraram casa na outra ponta da cidade e eu deixei de a ver. Não me recordo das feições dela. Lembro-me do seu nome, lembro-me que era loira, cabelo liso pelos ombros com corte a direito, lembro-me que tinha olhos de um azul translúcido que não conhecia mentiras, lembro-me que um dia me disse Odeio alfaces, blhac. Lembro-me que chorei quando no dia seguinte ela já não estava lá.

Aquele momento

...em que estás numa sala de espera em silêncio, quando de repente uma música pimba se faz ouvir do telemóvel de uma senhora idosa.

25 de Outubro

Sem mais luta, o monstro findou naquela nódoa de sangue.

Instintos

Ontem foi dia de baptizado. O Afonso está uma fofura, gorducho, cabelos loiros brilhantes e olho grande azul. Os pais já ouvem o Quando ele for grande ai ai, ponham-se a pau! e com razão, o miúdo é um príncipe, e sempre a rir, sempre a brincar. É nestas alturas que o meu instinto maternal explode. Também quero um assim.

Recordações de infância

Mês de Agosto. Uma casa de férias alugada, a dez minutos da praia, caminho que fazíamos a pé todas as manhãs, quer solarengas ou assombradas por um tapete de nuvens. Uma divisão espaçosa, com cozinha e sala de jantar divididas apenas por uma bancada de granito preto, nela uma cesta de frutas, lembro-me que havia laranjas, um leitor de música de trazer no bolso, uns auscultadores a condizer com os citrinos da cesta, uma cassete dos Excesso aberta, vazia, uma mesa comprida no centro da sala, eu e o meu pai num dos extremos a jogar Mastermind. Era o vício daquele Verão. O nosso vício.

Os pequenos gestos que alegram uma manhã

Hoje ajudei uma senhora de idade a comprar um bilhete de metro. Como agradecimento, a senhora insistiu para que eu ficasse com o troco.

- É uma ajudinha para o seu café da manhã.

Não fui capaz de aceitar, mas achei o gesto bonito. Sobretudo por ter sido num lugar onde os pedintes já não se contam pelos dedos e numa altura em que já ninguém dá nada a ninguém.