Das gulodices

Crepe de mel, amêndoa e noz.

Das culinárias natalicias

Não sei que bolo faça este Natal, já passei por bolo de coco, cheesecake de frutos vermelhos, crumble de maçã e bolachas de canela, noz e gengibre. Está excluído tudo o que tenha chocolate, que os avós não lhe são amigos. Aventuro-me numa receita com castanhas, café, avelã? Decisões difíceis.

Dos bailados

O Natal do ano passado foi presenteado com dois bailados, O Lago dos Cisnes e O Quebra Nozes. Talvez este ano dê para A Bela Adormecida, e completo assim a tríade Tchaikovsky.

Das manhãs de Inverno

Pela primeira vez este Inverno acordei com um denso lençol branco de nevoeiro à janela, cobrindo o despertar das ruas e os ziguezagues céleres de quem tem empregos onde estar e afazeres por cumprir. De extremidades frias e coração quente, senti-me feliz, caindo de sorriso nuns minutos extra de sono. A melancolia dos dias frios é-me aconchegante no corpo e no peito.

A terminar dois mil e quinze

Comecei há muito pouco mas já posso garantir, procurar casa é de ir aos arames. Confesso que é a primeira vez que o faço, e depois de uma infância recheada de casinhas de bonecas e uma adolescência de braço dado com Sims, uma pessoa cria expectativas, Opá, quando for grande quero uma casa de sonho, de paredes como neve e móveis criados nas sombras, uns apontamentos de vermelho aqui e ali, ou outra cor talvez, para alegrar o binário base, quero uma sala grande com um cadeirão num vértice, junto a uma estante-biblioteca, é o meu espaço de leitura, e uma cozinha com ilha, sempre achei graça a esses fragmentos de móvel emergindo do soalho de pedra. No mundo das casas para arrendar não há destas coisas, muito menos para um bolso que só vai ver o seu primeiro ordenado no fim de Janeiro. Sonhos. Lá terei de baixar os padrões para uma realidade plausível, mas felizmente o Biscoito está comigo nesta busca. Essa é a melhor parte, agora oficial: pois que vamos juntar migalhas dentro de uns escassos meses.

Parece que agora é hábito

Agora o meu bairro semana sim semana não fica às escuras, não há luz para ninguém. Que é como quem diz, não há net para mim, nem candeeiro para ler, nem televisão para ver. É nestes momentos que percebo que não fui feita para viver nos tempos das velas e candeeiros a óleo, teria sido bonito.

Dos desejos

As vossas preces foram ouvidas, os biscoitos vão continuar a fazer migalhas na sua caixa de estrelas e beijos. Juntos, como sempre o foram em já treze meses de partilha.