Dos desejos

Façam muita força para não me levarem o Biscoito durante um ano. Por favor. Por favor.

Das estéticas

Gostava de saber fazer sobrancelhas de forma decente, o dinheiro que eu poupava com isso. No meu primeiro cabeleireiro levavam-me quatro euros e ficavam bonitinhas como ninguém, entretanto de um dia para o outro fecharam. Passei a ir ao cabeleireiro da minha mãe, seis euros, terrível, saíam quase como entravam. Agora vou à estética do shopping, deixo sete euros mas vou para casa em condições e aguenta ainda um bom tempo até ser necessário arranjá-las de novo. Ainda assim são sete euros Ahh, tivesse eu nascido a com audácia de emoldurar olhos.

Do Modos

Agora que ganhei o vício do Goodreads, o A Modos que são Leituras anda um nadinha-grande-de-vários-meses desactualizado. Um dia destes tenho de por a lista em dia.

Das compras

Não andei a gritar que nem histérica por corredores, não agredi ninguém, não fiz beicinho nem birra de criança por não ter ficado com a última peça, mas sim, fui à black friday. Abasteci o meu armário de inverno com três camisolas novas, que agora precisam de uma casaco de lã para lhes fazer companhia.

Das leituras

Primeiro livro destas férias, Irène, até estranho ler livros carentes de medicinices e que não vão ser perguntados em escolhas múltiplas.

Mapas de amor - Porto

Os Biscoitos foram ao Porto e quiseram ficar lá, escondidos numa pastelaria mimosa da Rua das Flores, do tanto que adoraram os passeios tripeiros. Descemos a rua de Santa Catarina. Espreitámos o Majestic por fora, um interior recheado de requintes e cornucópias, cadeiras sustentando pernas cansadas ou apenas corpos que procuram o sabor da boa vida boémia, café a preços que dói nos bolsos. Conhecemos o Bolhão e o o mercado do Bom Sucesso. Subimos os Clérigos bem até ao topo, onde os meus pulmões sugaram desesperadamente o ar que perderam há minutos no desfile de escadas. Partilhámos cartuchos de castanhas de rua, o meu único sinónimo de São Martinho. Morremos de paixão na escadaria da Lello, nas paredes de livros até ao céu, um veio comigo para casa como não podia deixar de ser. Vimos os salões do Palácio da Bolsa, segurem-me no salão árabe que é lindo lindo lindo, tantas fotos tiradas lá. Inspirámos o ar e o outono das folhas secas nos jardins do Palácio de Cristal e de Serralves, os castanhos-e-amarelos-torrados a explodirem-nos de felicidade no rosto. Perdidos nos ângulos agrestes das calçadas, enchemos-nos de mimos com um café e um bombom na casinha do chocolate mais carinhosa de sempre. Vivemos a avenida dos Aliados. Fizemos a travessia das pontes do Douro e aprendemos sobre vinho do Porto nas caves de Gaia, informação retida no cérebro e testada na língua. Uma francesinha para o Biscoito, que subia ao céu a cada garfada que a boca levava, Isto é a coisa mais perfeita que eu já comi, jesus! Atravessámos a ponte Luiz I a pé, ao início da noite e dormentes de frio, que nem gelados em congelador cativos. Fomos muito amor. Sobretudo muito amor.







Das metas

Dois mil e seis chegou ontem ao cair da noite. E claro, foi comemorado com sushi.