Dias de universitária no bolso
A modos que acabou. Sou oficialmente uma Dra. Biscoita, pronta para remendar as migalhas e pepitas partidas de todas as bolachas, roscas e cupcakes desta pastelaria-mundo. Ainda não me habituei à ideia do fim. Como quando se adopta aquele livro rechonchudo que sempre se quis aninhar nas mãos e o torna companheiro e confidente de todas as noites, até ao dia em que já não há página para virar. Só a ausência e o silêncio, que se tentam encher com os diálogos das vozes escritas para o fim não ser tão violentamente brusco. As melhores memórias até ao momento criei-as na faculdade, as piores também. Planícies neste caminho, encontrei-as aqui e ali. Doem-me as pernas de tantas subidas, esfolei as costas nas descidas e sem dar conta cortei a meta. Agora vou só ali encher os próximos dias com os diálogos das vozes faladas que me dão abraços para o fim não ser tão violentamente brusco.
Assim te espero, amor
O tempo escorre, amor, enquanto espero por ti,
Como escorrem as lágrimas em fios sem fim.
Palavras mudas chamando o teu nome,
Abraços ausentes entregando-me à fome.
- Bom dia senhora, viu o meu amor?
- Lamento menina. Mais alguma coisa?
- O jornal do costume e um café, por favor.
O tempo arde, amor, enquanto espero por ti,
Ardendo com ele a tua metade de mim,
Reduzida a cinzas, a pó, a nada,
O cigarro esquecido na cigarreira quebrada.
Fazes-me falta, tanta falta, amor,
Cortaram-nos os laços,
Trouxeram-me a dor.
O tempo morre, amor, enquanto espero por ti,
Assim morrem os relógios no quadro de Dali.
O retrato do nós eternamente guardado,
Num envelope infeliz com um beijo lacrado.
Como escorrem as lágrimas em fios sem fim.
Palavras mudas chamando o teu nome,
Abraços ausentes entregando-me à fome.
- Bom dia senhora, viu o meu amor?
- Lamento menina. Mais alguma coisa?
- O jornal do costume e um café, por favor.
O tempo arde, amor, enquanto espero por ti,
Ardendo com ele a tua metade de mim,
Reduzida a cinzas, a pó, a nada,
O cigarro esquecido na cigarreira quebrada.
Fazes-me falta, tanta falta, amor,
Cortaram-nos os laços,
Trouxeram-me a dor.
O tempo morre, amor, enquanto espero por ti,
Assim morrem os relógios no quadro de Dali.
O retrato do nós eternamente guardado,
Num envelope infeliz com um beijo lacrado.
É muito isto
Sabem o que o amor certo tem de maravilhoso? Uma pessoa continua apaixonada a cada dia que passa como se todos eles fossem o primeiro beijo. Meloso-grau-diabético, mas verdade.
Dos azuis marinhos
Tinha saudades de ver o mar de perto, com os pés enterrados na areia e a fugir das picadas das conchas partidas que nem chávena de chá em pedaços no chão. Não tive coragem de entrar na água, essa é uma aventura para o próximo episódio. Ainda assim, o cheiro a sal entranhou-se no corpo, num mergulho imaginário do primeiro dia de praia.
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