Das leituras

Na altura, tinha a impressão de que, se a sua mente e os seus sentimentos se concentrassem num ponto escondido no mais fundo de si, o coração deixaria de bater. Bastava-lhe concentrar-se intensamente para infligir ao seu coração uma ferida mortal, como quando, com uma lente, se concentra a luz do sol sobre um papel para que este arda. Era o que desejava com todas as forças. Mas os meses passaram e, contra a sua vontade, o coração não parou. Pelos vistos, o coração humano não deixa de bater assim tão facilmente. - A Peregrinação do Rapaz Sem Cor, Haruki Murakami

Das indecisões

Acabei a Peregrinação do Rapaz Sem Cor e agora estou num impasse, não sei se me apetece ler um policial ou outro romance de puxar ao coração.

Das musicas e danças

Ando a ouvir muito kizomba. Quando eu digo muito, é mesmo muito. Eu não gostava de kizomba, não sei o que aconteceu. Ou uma costela africana escondida despertou em mim nestas ultimas semanas, ou foi mordida por uma carraça manhosa, é a única explicação.

Dos nervos pela manhã

Aquelas pessoas com ar fresco e fofo, sem pesos ou sacos nas mãos, que chamam o elevador para subir um andar e fazer perder tempo a quem tem pressa. Ahh, desgraçadas.

Da nova estação

Há uns dias estive a organizar o meu armário e a pôr de parte tudo o que era trapo não usado há mais de dois anos, ou peças que já não gosto, ou que já não me servem. Conclusão, preciso de ir urgentemente às compras, casacos, camisolas, calcas e tops, venham até mim.

Migalhas #22

O meu almoço de domingo é sempre acompanhado pelo Inspector Max do dia anterior, mesmo já tendo visto os episódios vezes sem conta.

Dos fins de curso

Chegou a saga das fitas, amarelas, azuis, vermelhas, cinzentas, é o inferno na terra, todos os anos, todas as Primaveras.