Dos pormenores


Esta é para ti, pê.

Dos exames por vir

Tenho um exame de dimensões hercúleas no próximo Novembro e marcadores-arco-íris prontinhos para estrear, eu sei que é cedo mas assim até tenho vontade de começar a pintar o livro com um ano de antecedência.

Dos Murakamis

Livros do Murakami engulo eu como copos de água.

Biscoita na cozinha


Almoços de dois mil e quinze.

Da falta de juizo

Não entendo aqueles pais que levam os seus pequenos para as mega festas de passagem de ano. Naquelas idades, os meus Anos Novos eram em casa a ver filmes de animação, a bater as panelas na janela da cozinha ao ritmo das doze badaladas, a espreitar o eventual tão-pequenito-que-quase-não-chega-à-categoria-de-fogo-de-artifício da freguesia do lado e a fazer cara feia ao cheiro do champanhe da gente grande. Não andava cá ensardinhada no meio das multidões alcoolizadas de cerveja e bebidas brancas.

Das passagens de ano

Os últimos minutos de dois mil e catorze presentearam-me com um ataque de nervos perante a possibilidade de passar a meia noite enfiada num metro atulhado de pessoas armadas de vuvuzelas e cordas vocais embriagadas, uma queda digna de super mulher prestes salvar o mundo e um passe desfeito. Os primeiros minutos de dois mil e quinze, esses passei-os a correr de sapatos na mão em ruas de calçada, de braços dados aos dois corações culpados pelas alegrias e sorrisos do meu dois mil e catorze, com beijos de chocolate e amo-tes polvilhados de fogo de artificio. Um final trágico para um início perfeito, e porra, como foi especial.

Novo ano, vida nova

Olá dois mil e quinze, prazer em conhecer-te.