A decadência
Perdemos o orgulho no tempo. Já nada existe para durar, telemóveis de tecnologia ímpar que morrem entre dedos num par de anos e não importa, porque mais virão, mais e melhores, restaurantes à escura luz, lenha em cinzas largada num canto do fogão em lágrimas, porque esperar já não é um valor, comida rápida, comida pronta, estômago cheio. O compromisso? Esse fecharam-no à chave no baú das recordações, o caixão das almas penadas que não resistiram à corrida das relações cruas, do álcool e dos pós, do sexo vazio, das mãos loucas cravadas num corpo convulso. Da manhã ébria desfeita em cacos de linhas curvas sem encaixe. A estabilidade é língua morta. O amor sufixo defunto.
Auch
Estou com uma daquelas cefaleias que cada vez que viro a cabeça o meu cérebro bate no crânio e dói dói dói, sabem? Ai mãaae.
Dos inícios de estágio
Uma pessoa acorda às sete para ir cedinho para o estágio e causar uma boa primeira impressão, para chegar lá e ouvir Ah, isto é muito cedo, apareçam ao meio dia. Não se faz.
Deus me ajude
Tenho quase uma centena de rifas por vender e já não sei a quem mais fazer um choradinho.
Migalhas #17
Finjo demasiadas vezes que estou bem quando no fundo sou destroços. Tenho medo de parecer frágil aos olhos alheios, como dente de leão que se evapora em qualquer brisa.
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