As saudades que eu tinha
De escrever postais. Quatro prontos para o correio, um deles uma estreia nos enviados. Áustria.
Das questões sem resposta
Não entendo a necessidade das pessoas fazerem das redes sociais um obituário público. Ainda nem o corpo arrefeceu e já há datas e horas de velórios a surgirem no facebook, e descanse em paz'es e deus o tenha's. E aqui foi a filha do pobre falecido a começar o espectáculo. Haja respeito pessoas, respeito e bom senso.
[III] Yoga
Quando a vida te dá limões, faz limonada. Quando a vida te dá flexibilidade, faz yoga. Pensem nisso biscoitos.
O que podia
Pior que cair do chão seguro são as dores do dia seguinte, o pedaço de coração desamado que chora a ausência do que estava uno, pior que o ponto final é o parágrafo de silêncios feito, interrompida a história que ficou por escrever pelas mãos do criador, pior que o amor que nunca poderá são as memórias do que podia e não foi, Há que saber combinar as conjugações verbais nos tempos certos, Ah malditas regras de bom português. E os oxímoros lógicos dos estilhaços vencidos, sentir a vontade de não querer sentir, querer estar longe à distância de um dedo, querer um prólogo depois do epilogo, querer prefixar um sufixo defunto, Limpa as lágrimas mulher, as boas memórias já ninguém te as tira. As memórias do que podia e não foi. Guardo-as agora preciosas nos intervalos que a chuva canta dentro do peito, envoltas em pétalas e lacradas a beijos.
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