A falta de inspiração

Esta sensação de querer escrever, mas não ter assunto nem inspiração, é-me tão familiar que já consegui encontrar um padrão no meu comportamento durante este momento de vazio mental. Primeiro, balas nervosas disparam na minha massa cinzenta para encontrar um tema, qualquer tema, sobre o qual construir frases minimamente coerentes. Segue-se um momento de frustração, vocalizo uma praga de gritos mudos e acabo por escolher um assunto aleatório. Harmonizo alguns vocábulos para formar semi-frases, junto algumas conjunções de ligação e apelo a nosso senhor para que o resultado não seja catastrófico. Pois eu não domino bem a técnica de apelo a nosso senhor, Delete. Volto ao primeiro passo e gasto mais umas quantas munições que me poderiam dar jeito num futuro próximo para pensar sobre coisas importantes. Desisto e acabo por escrever sobre a falta de inspiração e sobre o comportamento psicótico que me domina nesses momentos. O resultado? Isto.

Dos mimos

Gomas ácidas de melancia depois do almoço.

O meu tutor de tese ligou-me

Isso mesmo biscoitos, depois de muitas chamadas sem resposta, o meu tutor de tese ligou-me. Não desapareceu no Índico. Ligou-me. Há milhões que não sentia tal êxtase em mim.

Biscoita a olhar para um palácio

Ou eu a tentar orientar-me no código penal.

Das quotes

Every now and then we need to break with the past and take a leap into uncharted territory. But even if we choose to fly away, that doesn't mean we're never coming back, does it? - Perception, 2x14 Obcession

Dormências

E agora, como se aprende a sentir novamente no recobro de um espírito anestesiado?