Somos todos vítimas das nossas próprias qualidades.
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Dias de dança
Aprender a dançar samba de salão é ser um flamingo desajeitado com uma luxação da anca.
Dos feriados
Os feriados deviam ser todos à sexta. Ou à segunda, mas saber que a semana vai acabar mais cedo é mais doce do que pensar que a próxima vai começar mais tarde.
Das palavras em público
Eu até tenho algum gosto em fazer apresentações orais, mas as vésperas são um pesadelo, a antecipação e os nervos tiram-me a força das pernas. Quando as palavras começam a fluir então sim, a coisa torna-se mais fácil e o meu corpo recompõe-se.
Das inércias
A protecção almofadada dos meus auriculares caiu há uns meses sabe Deus para onde, dos dois lado como se não bastasse perdê-la de um. Desde então falo ao telemóvel com dois pedaços de metal de arestas finas enfiados nos ouvidos, claro está que passo a vida a queixar-me porque dói, porque arranha, porque devia comprar uns novos. Mas quando é para comprar tecnologias e electrónicas há uma inércia em mim que só ao empurrão para dentro da Worten.
Das meias estações
Enquanto meio mundo anda já de t-shirt e pele à vista, eu continuo fiel às minhas camisolas de malha. Tenho sangue de lagarto, ou está um sol aberto para me aquecer, ou tenho de me fiar nas lãs.
Das liberdades
O meu cabelo é claramente a coisa mais pós-vinte-e-cinco-de-Abril que existe em mim, liberdade de expressão não lhe falta, e recusa-se a ser oprimido por pranchas e secadores.
Dos passeios fotográficos
O Biscoito adora fotografar. Não faz parte da categoria amadora que anda de máquina canhão em punho e que lê revistas de fotografia para aperfeiçoar a técnica virgem, confia apenas na lente do telemóvel e em pura intuição, mas sim, adora gravar em forma de puxeis as paisagens e os detalhes que encontra pelo caminho. E eu deixei-me contagiar. Aos poucos, fui partilhando o gosto de encontrar a beleza nos pequenos veios de uma pétala jovem, no espectro de cores e contrastes do corpo de um pavão, na luz fogosa do sol quando se põe tímido atrás das nuvens, como uma criança que se esconde atrás da saia da mãe quando abordada por desconhecidos. Agora também eu adoro fotografar. E como sou daquelas pessoas que gosta de saber que ainda pode descobrir novos interesses, adoro duplamente adorar fotografar.
Das limpezas por fazer
Estou constantemente a queixar-me que o meu carro está sujo, mas parece que não é o suficiente para vencer a inércia para o limpar. Dramas diários de uma Biscoita preguiçosa.
Descontos e poupanças
Se há coisa mais maravilhosa nesta vida é ir ao cinema com um cartão NOS, até parece que voltei aos anos do cinema a quatro euros.
Desejos futuros
Como diz a mãe-biscoita, ainda só tenho dinheiro para comprar um carrinho de linhas, mas digam lá que este menino não é uma beleza de investimento.
Notas mentais
Cara Biscoita,
Por favor controla esse vicio do café, eu sei que consegues.
Muito agradecida,
A tua saúde
Dos ossos gelados
Agora sempre que visto o pijama sinto-me um bebé de três meses afogado em roupa para não se constipar com os invernos da rua. Uma t-shirt, uma sweat com carapuço, um casaco de desporto, umas calças com pêlo, dois pares de meias e umas pantufas, mais a manta que uso para andar por casa. Céus, eu tolero mesmo mal o frio.
Dos tempos livres
Sempre fui menina de ler durante as férias de verão e mudar para séries em período de aulas, mas séries em modo patrão, que todas as sextas lá estava eu sem falta a tirar o episódio semanal de modern family, the big bang theory, perception, hannibal, the middle, parks and rec e uma ou outra que me apetecesse eventualmente. Isto porque depois de um dia de aulas os meus olhos e o meu cérebro pediam descanso de páginas e letras, claro que com isto o meu ritmo de leitura abrandava e se há coisa que me faz alergia é ler livros a conta gotas. Preciso de ver a história avançar dia após dia, as personagens mostrarem-se hora após hora, ou vivo num mundo paralelo ao ritmo a que vivo neste ou não me serve ter um livro nas mãos. Desta vez estou do avesso e não sei porquê, perdi-me das séries, ou do vício nelas pelo menos, espreito o que aparece na televisão, aqui ou ali, ahh mas o papel preciso-o sempre comigo, esse irmão siamês que não separado dos meus contornos.
Dos aconchegos para a alma
Uma caneca bem quente de café com leite de soja, fogo de artificio por todas as veias.
Das engordas
Hoje, assim à lá balofa, comi em três horas todo o chocolate que normalmente como num ano, a modos que dois mil e quinze já tem o plafond de cacau saldado.
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